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Palha de café na fabricação de AUTOPEÇAS?
Palha de café na fabricação de AUTOPEÇAS?
31/03/2020 às 19:40

A partir da parceria inédita firmada com o McDonald’s nos Estados Unidos, a Ford vai aproveitar a palha de café na fabricação de peças de automóveis. O novo projeto visa dar um novo destino a boa partes das milhares de cascas secas do grão que sobram no processo de torrefação, normalmente usadas como adubo ou carvão.

 

Estudos feitos pelas duas empresas revelaram que a palha de café tem propriedades capazes de reforçar certos tipos de peças, criando um material durável. “Quando é aquecida a altas temperaturas sob baixo oxigênio e misturada com plástico e outros aditivos, ela dá origem a um granulado que pode ser moldado em vários formatos”, informa a Ford.

 

Os componentes feitos com esse composto são cerca de 20% mais leves e consomem até 25% menos energia no processo de moldagem. Também é sensivelmente melhor a sua resistência ao calor, em relação ao material usado atualmente, o que favorece a aplicação em peças como carcaças de faróis e componentes no compartimento do motor.

 

“O compromisso do McDonald’s com a inovação nos impressionou e se encaixa com a nossa visão de futuro e ações para a sustentabilidade”, comenta Debbie Mielewski, líder técnica do time de sustentabilidade e pesquisa de novos materiais da Ford. “Esta é uma prioridade para a Ford há mais de 20 anos e um exemplo de avanço na economia de circuito fechado, onde diferentes indústrias trabalham juntas e trocam materiais que de outra forma seriam descartados. ”

 

Segundo Ian Olson, diretor de sustentabilidade global do McDonald’s, assim como a Ford a empresa também está comprometida com ações em prol da redução do desperdício: “Estamos sempre buscando maneiras inovadoras de alcançar esse objetivo”.

 

O projeto envolve parceria também com a Varroc Lighting Systems, fornecedora de faróis, e a Competitive Green Technologies, processadora da palha de café.

 

Desde a virada do século, a Ford vem pesquisando alternativas para substituir os plásticos à base de petróleo por materiais biológicos e subprodutos agrícolas. Dentro outras ações, destaca o uso de espuma à base de soja em bancos e forros, implantado em 2007, e a utilização de garrafas plásticas recicladas em tapetes, caixas de roda e tecidos desde 2008.

 

A partir de 2009, o uso de palha de trigo em porta-objetos e porta copos foi implementado. No ano seguinte, adotou a utilização de algodão reciclado de roupas em forro acústico de portas e porta-malas. Em 2011 foi a vez dos pneus reciclados serem destinados à produção de materiais de vedações e juntas e em 2013 a casca de arroz foi incorporada à produção de chicotes elétricos. Desde o ano passado a empresa vem usando bambu em compostos plásticos de peças internas e no compartimento do motor.



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Fonte: AutoIndustria